PESQUISAS EM DESENVOLVIMENTO JUNTO AO

LABORATÓRIO EDUCAÇÃO, FILOSOFIA E EMANCIPAÇÃO (LEFEMA)

Como introdução a esse importante aspecto na descrição das ações promovidas sob a tutela do Laboratório Educação, Filosofia e Emancipação, destaca-se que as pesquisas apontadas a seguir são decorrentes de processo investigativo iniciado durante o curso de graduação de ciências iniciado em 1969, quando devíamos debater o desenvolvimento de temas ligados ao ensino de ciências, nas vertentes da física, química e biologia integrados entre si, e em especial com a matemática com as vertentes de geometria, aritmética e cálculo. Nessa oportunidade tivemos a oportunidade de participar de um curso desenvolvido pelo professor Lauro de Oliveira Lima, sobre dinâmica de Grupo e interação das matérias escolares. Esse curso trouxe argumentos importantes sobre como pensar interação ante abordagens que se apresentavam até então, distantes e hermeticamente separadas.

Essa primeira possibilidade de pensar e fazer educação integrada, se ampliou durante o curso de graduação em biologia e depois em pedagogia quando entrevistamos o Prof. Hilton Japiassú, em decorrência de nas aulas de Filosofia da Educação termos debatido o livro “O mito da Neutralidade Científica”. Essa oportunidade abriu um universo que se descortinou sem tréguas, tendo continuidade nos programas de mestrado e doutorado em Educação e depois no pós doutorado em Filosofia da Educação nos quais o tema da Inter e da Trans disciplinaridade se desenvolveu de forma contínua em diferentes processos investigativos.

Nesses processos cabe destacar a pesquisa que desembocou na edição de uma coleção de livros de ciências para o ensino fundamental, cujos temas e conteúdos seguiam a interação de sete temas integradores presentes em todos os volumes do Primeiro ao oitavo ano do ensino fundamental, mas com crescente grau de complexidade, interagindo física, química, biologia e também matemática, geografia e história.

Com base nesse acervo inicial a vida acadêmica me conduziu para o trabalho de educação com comunidade indígenas, o que abriu novos horizontes e possibilidades que se ampliaram em diferentes regiões brasileiras, se estendendo a comunidades originárias da Colômbia e do Perú. Desse movimento investigativo sempre sintonizado na perspectiva da filosofia, da ontologia e das interações como agentes constituintes de processo educativo, que fosse capaz de enfrentar a tirania imposta pela barbárie colonial e colonialista presente até a contemporaneidade, chegamos aos temas tratados nas três pesquisas que constituem as pesquisas como se apresentam na atualidade.

Esses três temas, Pedagogia da Pachamama/Tayta Inti, Abordagem de ciência referendada na Fenomenologia Schiller-Goethiana e Educação referenciada na emancipação do que promove vida, já estão em debate há alguns anos e agora esses três temas, já apresentam um importante acervo de concepções que estão em fase de debates para serem impressos na forma de livros. Nesse sentido foi criado o site profjacob.com.br, o qual comporta 24 apresentações de Power Point que refletem o que foi concebido com relação a esses três temas, com o propósito de serem sistematicamente debatidos em diferentes circunstâncias, para que sejam refinadas as concepções para que desse processo se desenvolva a publicação, dessas propostas acadêmicas em forma de livro.

Assim, com essa motivação apresentamos uma resenha do que se pretende em cada um dos projetos de pesquisa a que se refere esse registro, como ação desenvolvida pelo e no LEFEMA.

Pesquisa 1:

PEDAGOGIA DA PACHAMAMA/TAYTA INTI (mãe da vida na terra/pai sol) COMO EMANCIPAÇÃO, LIBERTAÇÃO E VIDA, NA ESCOLA SEM FRONTEIRAS.

Trans e Intereducacionalidade, (Trans e Interdisciplinaridade) e Disciplinaridade como Interação Educativa

O tema tratado nessa pesquisa se apoia na perspectiva do desenvolvimento de uma proposta educativa amparada em saberes, que promovam distanciamentos do eixo eurocêntrico-colonizador a que estamos submetidos por conta da história, da tradição e da subserviência à qual estamos estabelecidos.

A escolha pela expressão Pachamama e Tayta Inti para intitular essa pedagogia, deveu-se ao trabalho investigativo desenvolvido junto à comunidades originárias, brasileiras e de diferentes regiões andinas, as quais possibilitaram vivências com possibilidades de inserções educativas, tanto de formação quanto de interação, que apontaram para concepções educativas diferenciadas.

Dentre os diversos aspectos identificados nessas ações, apontamos para a relação simbiótica que as pessoas possuem com o planeta e com os componentes ambientais, que constituem o entorno cultural e ambiental. Essa percepção inspirou um processo de escolarização, no qual o ensino na dimensão pedagógica se ampara em ontologias e cosmovisões das comunidades pesquisadas, o que confere abrangência intercultural a essa proposta.

A Pedagogia da Pachamama/Tayta Inti proposta ao ser assumida em nosso grupo de pesquisa e em especial em nosso laboratório como projeto investigativo se soma ao desenvolvimento da pesquisa que trata de uma Fenomenologia amparada em Friedrich Schiller e Johann Wolfgang von Goethe. Essa pesquisa aponta para uma abordagem de fazer ciência com foco na metamorfose das pessoas e demais integrantes do processo.

Dessa forma a pesquisa referente à Pedagogia da Pachamama/Tayta Inti se ampara na Fenomenologia Schiller-Goethiana com o propósito de desenvolver processo educativo que se caracterize como agente de mudanças na forma como as pessoas são tensionadas/tencionadas[1] como possibilidade de serem estimulados a assumir posturas que refinem formas de vida e de relação com tudo que está à sua volta.

Dessa forma a pesquisa entende educação como processo de tensão/tenção como possibilidade de promover mudanças que nominamos como metamorfoses, decorrentes do processo que caracteriza os meios pelos quais cada pessoa, propõe alternativas e soluções, aos problemas que são apresentados em seu cotidiano como pessoa, como ser planetário e também como docente e estudante, integrados e integrantes de uma comunidade educativa, escolar ou não escolar.

Essa pesquisa, está organizada em dois seguimentos e com essa breve apresentação/introdução, que aponta com algum teor de inovação e de provocação para que sejam evidenciadas posturas relacionais, que considerem a vida como referencial a ser amparado junto às ações e interações humanas, que desafiam e talvez rompam com a tradição competitiva e de julgamentos que perpassam nosso contexto civilizatório de matriz e tradição colonialista.

1.1 – Trans e Inter Educação e Ensino.

– Esse viés da pesquisa aponta para a organização de argumentos que viabilizem a Pedagogia da Pachamama/Tayta Inti como abordagem Anti-Colonial voltada para a emancipação das ações humanas a favor da vida, de forma a constituir processo de Trans-Educação (transdisciplinaridade) com base em Princípios Essenciais, os quais se caracterizam como interação interpessoal para acessar o coletivo. Simultaneamente se constitui como processo de Inter-Educação (interdisciplinaridade) com base em Referenciais de Relação e em Referenciais de Cognição com foco no propósito de ampliar a consciência e as possibilidades de cooperação entre setores que se relacionam, na medida em que ampliam formas com que diferentes aspectos básicos e constituintes de conteúdos interajam entre si, e o processo se completa ao efetuar Ensino (disciplinaridade) com base em Temas Relevantes, que se caracterizam como aspectos decorrentes dos desejos, anseios e possibilidades dos integrantes do grupo, como as palavras força na Pedagogia Freiriana. Essas três abordagens se caracterizam como elementos constituintes da Pedagogia da Pachamama/Tayta Inti, constituindo a tríade Trans, Inter e Ensino, a qual se organiza como processo intercultural e se ampara nos referenciais da Pedagogia Freiriana, nos Princípios Eco-Vitais (Educação da Emancipação a favor da vida) referenciados na interação interpessoal e ambiental e também de cosmovisão dos integrantes do processo, além de ser parametrizado pela Fenomenologia Schiller-Goethiana.

 

Essa proposta se materializa:

Com a organização de material pedagógico-didático configurado no bloco 1 de Apresentações em Power Point disponibilizados no site profjacob.com.br.

  • A primeira Apresentação (1.0) se caracteriza como uma abordagem que trata da fundamentação da pedagogia da Pachamama/Tayta Inti, referenciada em contextos de povos originários e em postura educativa marcada pela dualidade tenção/tensão. Essa primeira abordagem mostra a necessidade de as pessoas envolvidas com a educação, encontrarem os ritmos que constituem o seu envolvimento e interesse com o tema em pauta e sua condição de ser planetário. Com essa percepção a pessoa se desenvolve com aprimoramento da sensibilização e da intensificação caminhando com a possibilidade de alcançar o que é nominado como metamorfose. Essa primeira Apresentação aponta a pedagogia com base em tríades em lugar de dualidade pelo fato das tríades gerarem movimento circulares espirais o que é mais abrangente que o movimento de pêndulo como ocorre entre apenas duas posições.
  • A segunda Apresentação (1.1) mostra a relação da Educação escolar de natureza bancária em contrapartida com a escolarização, a qual se referencia na perspectiva de emancipação a favor da vida com dignidade e aponta a relação da educação como processo ético, moral, estético e político, além de apresentar uma concepção de educação que rege essa proposta de fazer educação no viés da libertação e da autonomia para a Emancipação a favor da Vida.
  • A terceira Apresentação (1.2) expõe a Flor de Soraypampa na qual se desenvolvem os Princípios Essenciais que caracterizam a dinâmica de Transeducação constituída por 12 princípios com os devidos desdobramentos, para que os educadores percebam em si a presença desses aspectos. Espera-se que a Transeducacionalidade ocorra na medida em que esses aspectos são incorporados, e transpareçam nas atitudes e relações interpessoais, estimulando nos parceiros, atitudes de aproximação e interação, conforme os princípios apontados no esquema.
  • A quarta Apresentação (1.3) aponta o esquema nomeado Sol de Pasto, que apresenta os referenciais de relação constituintes da intereducacionalidade com sete voltas espirais de elementos que caracterizam uma dinâmica interpolar. Essa dinâmica ocorre com a agregação e soma dos aspectos anteriores com os subsequentes promovendo interações de conhecimentos e atitudes permeados por coerência linguística que apontam a natureza política e relacional da educação. A intereducacionalidade se completa com a segunda parte caracterizada pelos debate da dinâmica que caracteriza os referenciais de cognição, amparados em três dimensões: conceitual; pedagógico-didática e de cognição em torno dos quais se organizam os conteúdos desenvolvidos.
  • A quinta Apresentação (1.4) desse bloco aponta como fazer a dinâmica de organização de conteúdos com base nos interesses apontados pelo grupo a que se destina o processo educativo.
  • A sexta Apresentação (1.5) está referenciada nas unidades transdisciplinares propostas por Basarab Nicolescu.

 

1.2 – Educação e Vida: Linguagem, Filosofia e Emancipação, na Superação da Barbárie.

– A pesquisa que trata da Pedagogia da Pachamama/Tayta Inti nesta segunda etapa tem como referencial a Emancipação e a Vida as quais se caracterizam como elemento constituinte e de culminância de sistemas e processos educativos escolarizados, e não escolarizados, os quais se manifestam por meio de linguagens que geram significados e mediam forças e poderes. As linguagens nessa perspectiva estabelecem e relacionam elementos constituintes da realidade, na medida em que lidam com elementos circunstanciais como a Emancipação, a qual aponta para ideologias e utopias que se apresentam como agentes de enfrentamento à Barbárie. A Emancipação conta com a consciência crítica de Autonomia das pessoas e com a Cosmovisão (weltanschaulich) representativa do coletivo, como elementos que sistemicamente (teoria dos sistemas) interagem entre si como processo espiral sem fim. Esse vínculo da linguagem que relaciona o pessoa-autonomia e o coletivo-ancestral-cosmovisão, enfrenta a barbárie na medida em que esteja sintonizado com a vida e é nesse sentido que essa pesquisa, assume o debate referente às Linguagens na Formação Docente na medida em que atua nos segmentos escolarizados de Educação da Infância, da Juventude e da maturidade, em diferentes níveis de formação com efetiva participação dos integrantes. Com esse envolvimento a cosmovisão (weltanschaulung), a cultura e a realidade do contexto vivencial e ambiental, incorporam a filosofia para significar tanto a Linguagem quanto a Emancipação como elementos a favor da Vida como decorrência de complexa e caótica trama de vida. Esse processo pode então culminar em metamorfoses, pessoais e coletivas. A pesquisa nessa dimensão e abrangência, trata também da Linguagem no contexto da ancestralidade, ao possibilitar debates (trialética) que envolvam tempo, espaço e conhecimento, mediados por concepções similares à proposição inerente ao Buen-Bien Vivir andino e ao Tecoa como buen-bien vivir guarani conforme o  Nhandereko que representa o jeito de ser guarani.

 

Essa proposta se materializa:

Com o desenvolvimento do segundo bloco de materiais pedagógico-didáticos, decorrentes dessa pesquisa, foram elaboradas sete apresentações em Power Point sob o tema Educação e Vida: Linguagem, Filosofia e Emancipação, na superação da Barbárie, as quais se constituem em acervo reunido como decorrência de processo investigativo até o momento, de forma que …

  • A primeira Apresentação (2.1) debate a responsabilidade do educador ao desenvolver sua ação profissional com base em uma concepção de educação pela qual transparece um conjunto de aspectos considerados relevantes para atender às diversas potencialidades que evidenciam possibilidades de Emancipação dos estudantes como seres que se constituem com autonomia e potencial multifocal de compreensão da vida.
  • A segunda Apresentação (2.2) debate como a educação interage com a filosofia, e em especial com diferentes concepções ontológicas, cuja compreensão possibilita que o educador desenvolva suas ações profissionais, de forma a promover emancipação das ações humanas como enfrentamento à barbárie, decorrente de processo colonialista a que todos estão sujeitados. Nessa apresentação é debatida a dimensão da ética como abordagem anti-colonial, ao mostrar a ciência como elemento fundamental para que a educação se caracterize como referencial de libertação.
  • A terceira Apresentação (2.3) debate a dimensão de política que permeia a educação ao tratar das forças e poderes que lhe são inerentes, de forma que o docente tenha clareza de que a condição de “ser cidadão” implica em a pessoa estar atrelada às “muralhas da cidadela” e por isso o sujeito cidadão, é um ser atrelado á regras e padrões, que estabelecem seus movimentos e suas ingerências relacionais, bem como os padrões aceitos como de normalidade. Essa apresentação debate também diferentes concepções de consciência que contribui, para que a pessoa desenvolva com clareza as análises referentes às interações da pessoa com as forças e poderes que permeiam suas relações em todas as dimensões da vida.
  • A quarta Apresentação (2.4) traz a relação da Educação com a Ética, a Moral e as posições anti-coloniais, que podem ampliar a dimensão de autonomia e a possibilidade de ampliação da libertação, no sentido de superação da barbárie. Essa apresentação aponta que a educação se dá no cotidiano da vida, a qual se ampara em valores e padrões estabelecidos tanto a favor da vida com dignidade. Essa apresentação evidencia a perspectiva dada pela posição andina do buen-bien vivir, que se apresenta como possibilidade de anuncio de uma vida emancipada contra a barbárie, que impera em nosso meio, Essa barbárie de certa forma é sustentada e motivada pelas posturas amparadas na competitividade e na acumulação individualista de bens e recursos. Ela apresenta também como a pedagogia freiriana tem argumentos que a ampara com a ética e mostra como a abordagem de ciência referenciada na Fenomenologia Schiller-Goethiana aponta para a ética e a liberdade. Esses argumentos fundamentam a Pedagogia da Pachamama/Tayta Inti
  • A quinta Apresentação (2.5) desse bloco de apresentações de Power Point, trata da educação referenciada nas linguagens que instrumentalizam as comunicações, ao apontar como diferentes abordagens comunicativas manifestas pelos diferentes componentes curriculares da dinâmica escolar, apresentam-se como processo cibernético e portanto carregado de forças e poderes. Essa dimensão mostra como a educação, por meio das estruturas linguísticas, possibilita a migração da pessoa alienada e submissa da condição de sujeito silenciado e oprimido, até alçar à condição de sujeito silencioso e engajado em processo vital, que se identifica emancipado da barbárie.
  • A sexta Apresentação (1.6) aponta como a Pedagogia Freiriana está intimamente vinculada à pedagogia da Pachamama/Tayta Inti, na perspectiva da emancipação e da autonomia, com destaque para diferentes aspectos que aproximam essas duas abordagens educativas na perspectiva da autonomia, da libertação e da Emancipação que promove vida com dignidade.
  • A sétima Apresentação (1.7) ainda em elaboração aponta como as teorias das representação com base em Henry Lefebvre, e a do reconhecimento com base em Axel Honneth, manifestam-se como referenciais teóricos que interagem entre si, de forma que as pessoas se reconheçam e se representem, tendo consciência de seu papel e de sua atuação, para promover a emancipação do que promove vida de forma a se caracterizar como processo que abafa e supera a barbárie.

 

Pesquisa 2:

FENOMENOLOGIA SCHILLER-GOETHIANA E A PESQUISA CIENTÍFICA.

Ciência, Educação e Metamorfose – do Rastejar ao Pleno Voo.

O tema tratado nessa pesquisa tem sua pesquisa iniciada em 2002, quando buscava um autor que sustentasse um debate referente à estética na perspectiva da subjetividade, como meio para superar a visão pautada na aparência mediada por referenciais estabelecidas pelo mercado.

Nessa busca, com recomendação do Prof. Marcelo da Veiga entrei em contato, como num mergulho profundo em águas já visitadas “apenas no rasinho”, com uma abordagem que logo me remeteu à Schiller para além do poema que Beethoven eternizou na sua nona sinfonia e à Goethe para além do Fausto e do Werther e como decorrência cheguei a Steiner e à Antroposofia contra a qual tinha triste lembrança por recepção mal conduzida, em escola que se coloca como referência desse autor.

Superada a primeira impressão venci um livro após o outro e assumi que esse contexto mereceria um aprofundamento em minhas ações e buscas pedagógico-didáticas. O resultado é a convicção firme de que esses autores, Schiller e Goethe que foram muito bem decodificados por Steiner se apresentam agora como um importante referencial para a Pedagogia da Pachamama/Tayta Inti.

Um ponto relevante que se caracteriza como ponto referencial e fundamental dessa investida teórica, e caracterizada como foco investigativo, está em consolidar a produção de Schiller e Goethe como uma Fenomenologia, e é essa trajetória que referenda um fazer de ciência que destacamos como resultado parcial dessa pesquisa que não tem previsão de encerramento, pois esse tema se mostra como processo amparado em buscas que transcendem a materialidade e mergulham profundamente na essência do humano como ser cósmico e por isso eterno e infinito.

Essa busca possibilitou também um encontro com minha história pretérita, pois na medida em que avançava nos estudos da didática proposta por Rudolf Steiner, com base em Schiller e Goethe, percebi uma sincera familiaridade com esse tema. Refletindo sobe essa proximidade e buscando na memória descobri que no Jardim de Infância (kindengarten) em Petrópolis, dos 3 aos 6 anos fui acompanhado por uma professora formada na Alemanha com esse referencial pedagógico-didático. Desse encontro e depois entrevistando uma professora auxiliar da Tante Izolde, pude recordar momentos impressionantes, que mostram a importância de processo formativo na primeira infância, amparado na humanização e na formação da pessoa como ser capaz de conduzir seus processos de metamorfose, e daí publiquei um capítulo de livro que retrata essa história e seus vínculos constituintes do docente e ser humano que ostento na atualidade.

Com essa muito breve descrição essa pesquisa busca entre outros aspectos a serem estabelecidos na jornada, como defender uma posição na qual a pesquisa científica em Ciências Humanas e em especial na Educação e nas Ciências Ambientais, apresente-se de forma a incorporar a intuição e as ideias de conotação afetiva, para ampliar o leque de possibilidades necessárias para lidar com a complexidade e a subjetividade desses campos, que alcançam a natureza dos humanos.

Assim a pesquisa tem o propósito de:

– Ampliar as maneiras de fazer ciência, no sentido de gerar argumentos, que contribuam para o desenvolvimento dos temas postos no foco da investigação, trazendo para o cenário investigativo a intuição e a percepção refinada de quem estiver envolvido, Com essa premissa a ação investigativa depende de o pesquisador e o pesquisado, estarem Intensificados e Sensibilizados e conseguirem estabelecer sintonia capaz de viabilizar a percepção dos ritmos que permeiam cada ação da dinâmica da pesquisa.

– Abordar o fazer ciência mediado pela Fenomenologia Schiller-Goethiana, ao focar o processo, no Pesquisador/Investigador e no Pesquisado/Investigado, sujeitados a metamorfoses decorrentes do desenvolvimento de argumentos, descortinados e sustentados nos embates em que são submetidos a contestações.

– Abordar a ciência como processo investigativo que se amplia a cada refutação, e assim aponta que é processo que evolui no sentido complexo do refinamento de sua especificação, sem que ocorra distanciamento das bases e origens do tema investigado.

– Desenvolver a abordagem de Ciência referenciada em Schiller e Goethe como processo fenomenológico, pois esses referentes, tratam os temas investigados em perspectiva de Materialidade, Imaterialidade e Amaterialidade. Essa posição depende e valoriza aspectos de cultura, de ancestralidade e de cosmovisão, os quais constituem a consciência humanizada, que se apresenta como ética planetária na medida em que investiga a vida, do Cosmos à Ética e da Ética ao Cosmos, para compreender o que ocorre frente à mundialização, à globalização e à internacionalização.

 

Essa proposta se materializa:

Com três apresentações que constituem o Bloco 3 de Power Points presentes no site: profjacob.com.br, nas quais são debatidos os resultados de estudos e pesquisas referentes a como os preceitos teóricos de Friedrich Schiller e Johann Wolfgang von Goethe, constituem uma forma de pensar e enunciar a vida com toda a sua complexidade, e abordagem que caracteriza objetiva e subjetivamente a subliminaridade do que promove a dimensão do humano. Nessa perspectiva ficam evidentes as relações e interações dos humanos, como seres planetários, que criam e destroem, da mesma forma como buscam a plenitude e têm ações próprias de barbárie, e é nesse sentido que temos na…

  • Apresentação 3.1 caracteriza-se como uma apresentação que debate inicialmente o que caracteriza o humano como ser planetário, que é sujeito de uma subjetividade que contribui para que tenha postura que o caracterize, como ser capaz de assumir tal responsabilidade com a vida planetária. O texto aponta a Fenomenologia como dimensão que possibilita ao humano, compreender que sua interação com o mundo transcendes seu entorno mas tem início em sua dimensão mais profunda nomeada como Ego Sum, que caracteriza o Eu Sou transcendente de cada pessoa. A fenomenologia é assim um processo pelo qual cada pessoa interage com o presente com base no acervo atemporal que constitui o interior de cada pessoa, o que diferencia essa abordagem das demais abordagens nomeadas como fenomenologia. Apresenta ainda aspectos dessa proposta que caracterizam o pesquisador enquanto postura pessoal, enquanto procedimentos investigativos esperados, enquanto responsabilidade investigativa e enquanto clareza da especificidade do papel do pesquisador frente ao tema em debate. E essas quatro categorias são apontamentos fundamentais e referenciais para orientar a ação do pesquisador na postura investigativa que é apresentada na apresentação 3.2. Para concluir essa apresentação (3.1) ela descreve e apresenta o que caracteriza refinamento, intensificação, sensibilização e ritmo, na dinâmica educativa e investigativa referenciada na fenomenologia Schiller-Goethiana.
  • Apresentação 3.2 se mostra como um conjunto de argumentos e posições que apontam para a diversidade dos conhecimentos acumulados pela humanidade, ao trazer de povos originários aspectos que mostram como eles desenvolviam saberes que não eram reconhecidos pelos povos que os colonizaram, e nesse sentido a pesquisa aponta para postura anti-colonial. Em seguida debate a relação da ciência com a arte na perspectiva da estética que remete à compreensão da objetividade, da subjetividade e da subliminaridade que permeia a ciência como fazer humano que se relaciona diretamente com a filosofia o que remete à Fenomenologia Schiller-Goethiana. Nessa apresentação está descrita e apresentada a forma como nesse referencial filosófico se desenvolve como atividade científica na representação nominada como Abordagem de Investigação e Pesquisa Científica no Contexto Paranauê, referenciada principalmente em Jonas Bach Jr. (2016). Em seguida a Apresentação em pauta, aponta aspectos que caracterizam a abordagem Empírico-Analítica e Crítica de fazer pesquisa referenciada em Silvio Gamboa e a seguir estabelece paralelos comparativos entre as abordagens Empírico-Analítica, Crítica e Fenomenológica Schiller-Goethiana de fazer ciência. Essa apresentação tem como encerramento a indicação de como se dá a organização inicial de pesquisa, bem como as importantes implicações das linguagem na forma de fazer ciência, para promover o pesquisador da condição de sujeito silenciado e alienado para pessoa silenciosa e consciente do que ocorre à sua volta.
  • Apresentação 3.3 tem início com o debate de como a linguagem contribui efetivamente com o processo investigativo e o foco dessa apresentação está em mostrar como a ciência, na perspectiva Fenomenológica Schiller-Goethiana, diferente das abordagens empírico analítica e crítica, envolve o pesquisador de forma que ele e o pesquisado se caracteriza como algo que se integra e essa integração é ressaltada em quatro esquemas dinâmicos sendo que dois deles já apresentados em apresentações anteriores mas duas são inéditas na medida em que a primeira aponta como a pessoa do pesquisador interage com o contexto pesquisado, num movimento da pessoa ao cosmos, e o segundo esquema inédito aponta a vida, num percurso cosmos/planetário até a ética, como responsabilidade absoluta com a vida. A apresentação tem seu fechamento repetindo os referenciais de postura e responsabilidade investigativa proposto por Jonas Bach Junior referenciado em Johann Wolfgang von Goethe.

 

 

Pesquisa 3:

EMANCIPAÇÃO, VIDA, COSMOVISÃO E BUEN-BIEN VIVIR COMO GRITO PELA VIDA

Educação, Emancipação e Vida Planetária (educação ambiental).

Nessa terceira pesquisa iniciada em 1981 quando iniciei a pesquisa de mestrado, era numa época em que se iniciavam os debates referentes ao que deveria ser feito para manter a vida em estado de plenitude, com o desenvolvimento de muita movimentação popular em todo o mundo, numa época em que o rádio era o principal veículo de comunicação e eram reduzidas as residências que possuíam aparelhos de televisão.

Nesse contexto os textos escritos eram um importante veículo de debate e propagação de ideias,     como o livro “Primavera Silenciosa” e a obra de Guy Debord “A miséria do Mundo Estudantil”, os quais foram protagonistas de importantes movimentos que caracterizam o que hoje se conhece como “Maio de 1969”. Foi no clima social e cultural decorrente desse movimento que iniciei o Mestrado em Educação na Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1982, com o propósito de debater como os livros didáticos propagavam e debatiam a questão ambiental.

O resultado foi muito revelador pois foram avaliados os 21 livros mais utilizados no município do Rio de Janeiro e os critérios pontuavam de zero a dez, e do total apenas um livro ganhou a nota 5 e a maioria ficou com notas abaixo de dois. Trago essa informação para destacar que em 2012, portanto 30 anos depois, orientei um trabalho de mestrado e o estudante construiu novos referenciais de análise de como os livros didáticos para as aulas de ciências, mais utilizados nas escolas do Município do Rio de Janeiro tratavam as questões ambientais, e como estavam guardados os livros da pesquisa original, foi possível verificar se ocorreu alguma mudança significativa na qualidade dos materiais mais recentes, mas o resultado foi quase que o mesmo, considerando que os dois conjuntos de livros foram avaliados pelos dois conjuntos de critérios.

Essa pesquisa aponta então a necessidade urgente de a educação se voltar para debater as questões ambientais com referenciais que apontem para a essência da questão ambiental, ou seja, a vida com dignidade, para que possamos de fato, contribuir para alguma mudança efetiva a favor da vida planetária.

É nesse sentido que essa pesquisa se propõem a investigar como se desenvolvem processos e dinâmicas educativas que tenham como foco a Emancipação como vida plena nos ambientes planetários, ampara-se nas Teorias do Reconhecimento (Axel Honneth) e das Representações (Henry Lefebvre) como argumentos teóricos, para debater Cuidado, Pertencimento e a complexidade das Interações Ambientais (Milton Santos e Leonardo Boff), se somam à ”Carta de Belgrado”, à “Carta Encíclica Laudato Si”, à “Agenda 21” e à “Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da ONU”, os quais incorpora ao tema argumentos para referendar Emancipação da Vida como matriz que referenda o debate, que envolve a responsabilidade inerente à ação de organizações humanas com a qualidade dos ambientes planetários e enfrentamento à Barbárie conforme Theodor Adorno.

A dimensão plural inerente a esse projeto investigativo se ancora na compreensão das “linguagens” que manifestam o “grito pela vida emitido pela Terra” manifestos por elementos cognitivos como as matemáticas, as geografias e as histórias que carregam signos, com os quais são comunicadas grandezas, valores, interações, formas, funções e relações objetivas e subjetivas, que integram a complexidade da dinâmica ambiental.

Dessa forma a pesquisa considera a tríade tempo, espaço e conhecimento como referencial para lidar com a subjetividade e objetividade de que são constituídos os elementos de análise, na constituição dos argumentos necessários para tratar da complexidade que caracteriza a vida Planetária.

Temos então que nela se desenvolvam debates teóricos amparados em dados circunstanciais e sistêmicos inerentes aos ambientes planetários, a pesquisa que sustenta as ciências ambientais, manifesta potencial de natureza trans e inter disciplinar e também trans e inter educacional, que podem desencadear saberes, constituintes do que é convencionado como Ecopedagogia.

A perspectiva das linguagens que permeiam a complexidade ambiental se constitui em complexo tecido, capaz de gerar tensões/tenções e metamorfoses junto das pessoas envolvidas com esses processos formativos, de forma que, por meio da educação, corporifiquem o debate que vai da Planetaridade à Ética e da Ética à Mundialidade.

Assim, a Educação com foco na Emancipação que tem a Vida como referencial de enfrentamento à barbárie, constitui-se como expressão que ocupa o lugar da expressão Educação Ambiental, para tratar do desenvolvimento de atividades direcionadas para a interação das concepções teóricas e vivenciais, mediadas pela sensibilização, intensificação e identificação do ritmo próprio dos elementos constituintes dos espaços planetários que agregam as ações humanas.

Espera-se com essa dinâmica investigativa, amparada na Fenomenologia Schiller-Goethiana e em conhecimentos ancestrais e originários ampliar o reconhecimento e o conhecimento da complexidade do que caracteriza a Vida Planetária e para tal a pesquisa nos propósitos que sustentam a expressão Buen-Bien Vivir.

 

Essa pesquisa tem os propósitos de:

– Propagar abordagem que trata o que é chamado convencionalmente como Educação Ambiental, para ser referenciada e nomeada como Educação da Emancipação com foco na Vida com dignidade. Esse título apesar de aparentemente prolixo tem o sentido de apontar para que ponto a Educação deve apontar as tensões e as tenções que desenvolve para gerar argumentos, meios e posturas que enfrentem a barbárie em muitas de suas manifestações.

– Desenvolver a organização do Museu da Terra, que se caracteriza como processo que estimula o contato virtual e físico, de estudantes de ensino fundamental e médio, com elementos constituintes de diferentes ambientes planetários, com a finalidade de desencadear vivências integrativas dos humanos com a natureza, para estabelecer vínculos marcados por sensibilização, intensificação e sintonia com ritmos, que caracterizem a vida como processo caótico, quântico e complexo, a ser compreendida, para se constituírem protocolos vivenciais e naturais de respeito e responsabilização, permeados pela ética e por sentimentos de pertencimento amoroso, que culmine com vida e dignidade, a fim de fazer frente à barbárie em todas as suas manifestações.

– Desenvolver publicações que desencadeiem posições docentes, amparadas nos fundamentos constituintes da Pedagogia da Pachamama/Tayta Inti e da Fenomenologia Schiller-Goethiana, que promovam abordagens diferenciadas para o trato educativo das questões ambientais em todas as etapas etárias dos sistemas educativos.

– Publicar a obra Barbárie Ambiental, em parceria com estudantes da graduação e pós-graduação, que aponta como as perspectivas sociais e políticas amparadas nos sistemas produtivos massivos, e na dinâmica comercial e econômica amparada na competição e na acumulação individualizada, manifestos como agentes de Barbárie, atentam escandalosamente contra a integridade da vida, a qual se manifesta como complexo e sensível sistema ecoreorganizativo que transcende as dimensões planetárias.

– Referenciar o Buen-Bien Vivir como referencial da ações educativas a favor da vida com dignidade referenciada em saberes originários e ancestrais com conotação intercultural a ser desenvolvido em materiais didáticos para o ensino fundamental.

 

Essa proposta se materializa:

A operacionalidade que essa pesquisa oferece na forma de instrumentos de reflexão e inspiração de ações que têm sentido, com as questões ambientais, apresenta-se com seis Apresentações de Power Point que estão disponíveis no site: profjacob.com.br. Nessas apresentações são debatidos aspectos referentes a desvelar uma proposta de Educação, que tem a Emancipação das pessoa, no sentido delas gerarem ações que permeiem um processo que viabilize vida com dignidade, na perspectiva planetária, como possibilidade de ampliar a criticidade, de foram a gerar maior responsabilização das pessoas e de suas instituições, para com a dimensão ambiental. Espera-se que essa ampliação de propósitos contribua para que a biosfera terrestre, tenha de volta as condições favoráveis à vida confortável a que todos os viventes merecem. Essa responsabilização se configura como um contexto civilizatório capaz de superar o padrão competitivo e individualista vigente na atualidade. Esse padrão vigente, competitivo e individualista, contribui significativamente para promover miséria e marginalização que se configura como barbárie. No contexto dessa pesquisa a humanização se dá na medida em que a historicidade supera a alienação e a posição estúpida, pela qual algumas pessoas se omitem, dizendo não serem responsáveis pelo que acontece ao planeta. Dessa forma as apresentações que seguem, têm o propósito de instrumentalizar aa aventura dos humanos, para uma nova forma de convivência com seus conhecimentos e formas de conduzir a vida.

 

  • Apresentação 4.1 desenvolve proposta de Educação e Emancipação a favor da Vida, e tem um breve histórico da educação ambiental, o que culmina com a inclusão da Carta de Belgrado considerada como o documento mais eficaz e significativo para uma abordagem ambiental amparada na criticidade e na tomada de posição a favor da vida e é nesse sentido que estão propostas questões referentes a cada item desse documento como provocação de reflexão e tomada de decisão necessária para promover vida com fidedignidade. Em seguida aponta a Ecopedagogia como alternativa freiriana para debater as questões ambientais e traz aos Princípios Eco Vitais como caminho para compreender o que é fundamental para que a vida com dignidade floresça em nosso planeta. e Princípios Eco Vitais.
  • Apresentação 4.2 tem início com um questionamento para que cada leitor se perceba como integrante de processo referencial para responsabilização que é legado de todos os humanos e nesse sentido essa apresentação tem a ancestralidade referenciada na Cosmovisão e na Cosmologia de povos originários para enunciar a marca do Buen-Bien Vivir que se caracteriza como o grito andino a favor da vida com dignidade. Essa apresentação também aponta aspectos referenciais de cosmovisão e reflete como a questão do gênero é tratada por povos andinos frente à brutalidade e violência iposta pelos colonizadores espanhóis.
  • Apresentação 4.3 se apresenta como uma reflexão que de forma includente aponta como a dinâmica da vida planetária se dá e se organiza como processos que se somam e se alteram e se agregam para refletir o que caracteriza em conjunto a dimensão de Planetarização como percepção de que estamos todos embarcados numa mesma nave, de Mundialidade na medida em que nos encontramos separados por incontáveis muros, muralhas e barreiras visíveis e virtuais, mas que garantem as absurdas diferenças de recursos na desigual partilha do que é retirado da Terra, e de Internacionalidade que se caracteriza como a ruptura dos muros e muralhas para acabar com as fronteiras que constituem a maior e mais cruel divisão de classes que atentam contra a vida.
  • Apresentação 4.4 nesse texto, em forma de quadro para apresentação sistematizada temos o resultado de trabalho junto aos textos e produções humanistas e humanizantes de Leonardo Boff ao apontar que cuidar é antes de tudo garantir que todos os movimentos planetários estejam sintonizados com propósitos que tenham a vida e a amorosidade como referencial fundamental das relações. Assim, se tem na perspectiva do processo de promover Emancipação das ações humanas a favor da vida uma pedagogia que enaltece os encontros e as proximidades que geram e mantem a vida. Pedagogia do Cuidado
  • Apresentação 4.5, essa quinta apresentação tem foco em Theodor Adorno quando enuncia aspectos que levam as pessoas a percebem em que medida suas ações e interações estão próximas e ou distanciadas do que é vida emancipada e o que é vida barbarizada. Nesse sentido essa apresentação repete os quadros referentes ao que caracteriza política como processo que envolve a responsabilidade de cada pessoa com o que ela promove e articula com base nas forças e poderes a que está sujeita e que exerce, mostrando como diferentes abordagens de consciência podem se caracterizar com processo alinhado com a barbárie e não com a emancipação a favor da vida.
  • Apresentação 4.6 e esse bloco tem a intenção de debater a partir de aspectos coletados junto a comunidades originárias andinas, o que caracteriza conhecimentos originários e o que foi legado pelo processo colonizador como sendo proposta de libertação e de emancipação daqueles povos, e aponta como a arte pode se caracterizar como agente de autonomia e libertação através de formas expressivas que resgatam originalidades e sentimentos profundos de vida integrada, com a plenitude negada pelos processos colonialistas ainda vigentes.

 

 

SEGMENTOS INVESTIGATIVOS DO LEFEMA

 

LEFEMATS –

Matemáticas como linguagens

            – Educação e ensino de matemática como linguagem de tempo, espaço e conhecimentos

– Formação docente; – Produção de material pedagógico-didático.

Ciências e linguagens da vida

– Educação e ensino de física, química e matemática como linguagem sistêmica, que relaciona diferentes signos que interagem na perspectiva de materialidade e imaterialidade na constituição do que se caracteriza como vida.

 

LEFEMAEDU –

Educação Escolar e não Escolar

– Pedagogia da Pachamama/Tayta Inti referenciada na Fenomenologia Schiller-Goethiana e em saberes originários, para debater o contexto escolar contemporâneo.

– Formação docente e desenvolvimento humano conforme Goethe e Steiner;

– A formação da criança frente à materialidade, amaterialidade e imaterialidade.

 

LEFEMAMBI –

Educação da emancipação a favor da vida (educação ambiental)

            – A vida planetária como responsabilidade coletiva

– Educação, interculturalidade e ancestralidade;

– Buen-Bien Vivir, como interação planetária.

– Direito e Justiça frente à Vida Emancipada e à Barbárie.

– Responsabilidade ética na distribuição de alimentos e água.

– Museu da Terra

                        – Vivência, contato e sintonía ambiental trans e intereducativa.

– Integração de saberes, intuição e percepção de identidade e pertencimento.

 

EXTENSÕES

  • Curso: Formação docente: As linguagens matemáticas e a Fenomenologia Schiller-Goethiana;
  • Reforço em Matemática Básica;
  • Seminário nacional da pedagogia da Pachamama/Tayta Inti;
  • Curso: Educação da Emancipação da Vida e a Pedagogia da Pachamama/Tayta Inti.

 

 

OS MATERIAIS PEDAGÓGICO-DIDÁTICOS (power points) DISPONIBILIZADOS

Site: profjacob.com.br

BLOCO 1

Pesquisa vinculada: PEDAGOGIA DA PACHAMAMA/TAYTA INTI (Mãe da vida na Terra/Pai Sol) COMO EMANCIPAÇÃO, LIBERTAÇÃO E VIDA

Tema tratado: Trans e Intereducacionalidade (trans e interdisciplinatridade) e disciplinaridade como interação educativa

Apresentação 1     Pedagogia da Pachamama/Tayta Inti: Emancipação e libertação e vida sem fronteiras.

Apresentação 1.1  Educação na Pedagogia da Pachamama/Taita Inti

Apresentação 1.2  Ser Transeducacional (transdisciplinar) na Educação

Apresentação 1.3  Promovendo Intereducacionalidade (interdisciplinaridade) na Educação

Apresentação 1.4  Disciplinaridade na Educação

Apresentação 1.5  Refletindo sobre Ser Transeducacional (transdisciplinar)

 

BLOCO 2

Pesquisa vinculada: PEDAGOGIA DA PACHAMAMA/TAYTA INTI (Mãe da vida na Terra/Pai Sol) COMO EMANCIPAÇÃO, LIBERTAÇÃO E VIDA.

Tema Tratado: Educação e vida: Linguagem, Filosofia e Emancipação, na Superação da Barbárie

Apresentação 2.1   Educação como Responsabilização Humana.

Apresentação 2.2.  Educação, Filosofia, ontologia e vida.

Apresentação 2.3   Educação: Política e Cidadania.

Apresentação 2.4   Educação: Ética e Moral e posição Anti-Colonial

Apresentação 2.5   Educação e Linguagem

Apresentação 2.6   Educação e Pedagogia Freiriana

Apresentação 2.7   Teorias das Representações em Lefebvre e do Reconhecimento em Honneth na superação da Escravidão e da Condição Colonial.

 

BLOCO 3

Pesquisa vinculada: FENOMENOLOGIA SCHILLER-GOETHIANA E A PESQUISA CIENTÍFICA

Tema Tratado: Ciência, Educação e Metamorfose – Do Rastejar ao Pleno Voo

Apresentação 3.1   A Fenomenologia Schiller-Goethiana na Educação e na pesquisa como agente de metamorfose.

Apresentação 3.2   Vida e Pesquisa Científica.

Apresentação 3.3   Pesquisa em Ciências Humanas e Ciências Ambientais Referenciadas na Fenomenologia Schiller-Goethiana

 

BLOCO 4

Pesquisa: EMANCIPAÇÃO, VIDA, COSMOVISÕES E BUEN-BIEN VIVIR COMO GRITO PELA VIDA

Tema Tratado: Educação, Emancipação e Vida Planetária (Educação Ambiental)

Apresentação 4.1   Educação e Emancipação a favor da Vida, (educação ambiental) e Princípios Eco Vitais.

Apresentação 4.2.  Ancestralidade: Cosmovisão, cosmologia e Buen-Bien Vivir

Apresentação 4.3   Planetarização/Mundialidade/Internacionalidade e Vida com Dignidade.

Apresentação 4.4   Pedagogia do Cuidado

Apresentação 4.5   Emancipação Humana Frente à Banalização do Mal

Apresentação 4.6   Liberdade, Libertação, Emancipação e Arte.

 

[1] Tensão com S representa posição em que as pessoas são desafiadas e instigadas e tenção com Ç representa posição que aponta para um foco e um propósito estabelecido.