Sobre

O propósito de organização deste Site se caracteriza como uma oportunidade de difundir, propagar e debater ideias, e possibilitar uma dinâmica educativa que desafie o que está posto, e promova o que se caracteriza como processo de libertação do jugo colonial, colonialista e colonizador que está impregnado no mais íntimo de cada ser desde a mais tenra idade.

A libertação se dá quando cada pessoa decide que deve romper as amarras que lhe dão a ilusão de ter chegado a um ponto final e seguro.

Romper essa certeza-ilusão é um dos propósitos deste Site.

Quanto ao autor, Prof Jacob, (Ernesto Jacob Keim) apontamos o início da carreira docente em 5 de maio de 1969 em curso noturno em escola vinculada à Campanha Nacional de Educação de Adultos, percorrendo a partir daí todos os níveis de educação escolarizada desde as séries inicias da ensino fundamental até a função de mediador em trabalho de Pós Doutorado, estando ativo até a presente data, com a esperança de completar 60 anos de magistério ininterrupto.

Assim, como professor e como pesquisador, com este Site, sua produção é disponibilizada e oferecida a quem interessar, um pouco do que foi desenvolvido até a presente data, no que refere à Educação como processo Anticolonial, capaz de promover libertação e autonomia, a quem se interessar e se dispuser e aceitar este desafio.

Quem Sou e Onde Estou 

– Como Pessoa

Nasci em Petrópolis, em 28/12/1947 em uma comunidade marcada pelas tradições dos colonos alemães luteranos, chegados a Petrópolis, em 1848.  Desde criança os contatos com a natureza foram muito fortes tanto pela coleta de lenha na mata como pela coleta de capim para as vacas e coelhos. Meu avô era um naturalista em potencial pois sempre pedia licença aos seres da mata para nela adentrar. Vivia nessa mata que era meu local de brincadeiras com meus amigos invisíveis. Fui alfabetizado concomitantemente em alemão e português na Deutche Evangeliche Schule von Petrópolis, nominada como Educandário Júlio Frederico Koeller, aprendendo a falar português a partir daí.

Aos 11 anos de idade iniciei minha vida profissional trabalhando em uma oficina de reparos em caminhões FNM, durante a parte da tarde. Aos 12 trabalhei em uma lapidação de diamantes, dos 14 aos15 anos de idade trabalhei como aprendiz em uma marcenaria e dos 16 aos 18 trabalhei como servente em construção civil. Cabe esclarecer que saí da marcenaria pois minha mãe exigia que nos mantivéssemos estudando, e na marcenaria, era condição deixar de estudar para que nos mantivéssemos nessa profissão.

A partir dos 14 nos fui estudante noturno no Colégio \Estadual Washington Luiz em Petrópolis, do qual saí para a Universidade e voltei um ano depois como professor. Neste colégio fiz parte efetiva da diretoria do Grêmio estudantil, e da Banda Marcial Wolney Aguiar, na qual recebi iniciação musical na leitura de partitura e instrumentos de sopro e percussão.

A vida Universitária teve início em 1969 na Universidade Católica de Petrópolis, com a licenciatura em Ciências e Matemática, e devido à falta de professores nas escolas, as quais eram ampliadas em grande número pelos ditadores militares, que imperavam no Brasil. Minha primeira atuação foi como professor de matemática, mas pelo fato de eu entender a matemática como linguagem e não como treinamento operacional alienado, foi “convidado” por colegas professores a ingressar no magistério de Ciências pois este componente curricular passou a ter oferta em todas as séries do ensino fundamental a partir de 1971, por meio da famigerada lei 5692/1971.

Me mantive na docência em diversas escolas públicas, estaduais e municipais, quanto em escolas privadas laicas e religiosas, em Petrópolis, no Rio de Janeiro e em Niterói. Em 1977 terminei a licenciatura e bacharelado em Biologia, mas depois de breve período de estágio como biólogo afirmei a posição de continuar sendo professor, sempre em sala de aula, até 1990. Em 1984 terminei o mestrado em educação na FE da UFRJ e minha dissertação, foi o segundo trabalho acadêmico neste nível, que tratou da questão ambiental e a educação. Um destaque importante neste período, foi a organização e publicação de uma coleção para o ensino de ciências da primeira à oitava série, editada pela Editora FTD que teve grande aceitação junto a inúmeras escolas privadas de todo o Brasil, mas foi condenada como inadequada para a escola pública Brasileira pela equipe de avaliação do ministro Paulo Renato de Souza, um engenheiro, Ministro da Educação de Fernando Henrique.

Esta coleção tem um lugar de destaque neste site, com a disponibilização de seus volumes de forma digitalizada e com sua história, bem como uma futura edição atualizada on-line para utilização livre.

Em 1990, ingressei na Universidade São Francisco, para, juntamente com a reitoria desenvolver processo de formação de professores universitários com o desafio de transformar profissionais consagrados em áreas como medicina, engenharia e direito em docentes afinados com a perspectiva da Teologia da Libertação, da Antropologia Franciscana e dos Referenciais Freirianos de Educação. Esse movimento foi muito ativo nesta instituição chegando a resultados muito interessantes, mas que foram interrompidos bruscamente com a morte de seu mentor o reitor Frei Constâncio Nogara OFM, em 2001, fato que lançou tanto a USF como toda a educação da Província da Imaculada Conceição em um processo de educação mercantilizada sem atender aos propósitos franciscanos e freirianos a que nos empenhávamos. Em 1997 defendi a tese de doutorado na Universidade Metodista de Piracicaba debatendo a epistemologia das universidades confessionais.

Com a morte de Frei Constâncio e desmonte da posição avançada de educação da USF, fui demitido pela nova administração que declarava o retorno ao tradicionalismo acadêmico universitário e escolar, ingressei na Universidade Nove de Julho em São Paulo e na Universidade Regional de Blumenau, na qual trabalhei no programa de mestrado e nela desenvolvi importante trabalho de pesquisa e extensão junto ao povo originário Xogleng/Laklãnõ durante 13 anos, inclusive com projeto de pesquisa financiado pela CAPES.

Em 2010 terminei o estágio de Pós doutorado na UNICAMP no qual debati a relação epistemológica e educacional de Paulo Freire e Georg Lukács que foi transformado em livro com o título de Educação da Insurreição. Depois em 2012, ao ampliar dissertações de mestrado de meus orientandos publiquei Educação e Sociedade Pós-Colonial com Raul Fernando dos Santos e Capoeira e Educação Pós-Colonial com Carlos José Silva.

Ao me aposentar na FURB em 2013, ingressei em2014, como concursado com DE na Universidade Federal do Paraná, junto ao Centro de Estudos do Mar, onde atuo na licenciatura em ciências exatas e junto ao setor Litoral onde trabalho junto ao programa em rede de Mestrado Profissional em Ciências Ambientais. Além da docência, coordeno o Laboratório Educação e Emancipação (LEEMA) e sou líder do Grupo de Pesquisa Educação e Emancipação da Ciência e da Tecnologia.

Estou com quase 70 anos e pretendo desenvolver muitas inovações na educação até os 90 anos, com destaque para a publicação de livros de poesia e vencer o desafio de aprender a tocar violoncelo para, com este instrumento, sonorizar rodas de capoeira.

– Como profissional

Licenciado em Ciências e Matemática pela Universidade Católica de Petrópolis (1971), Bacharel e Licenciado em Biologia pela Universidade Santa Úrsula (1977), mestre em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1984), doutor em Educação pela Universidade Metodista de Piracicaba (1997) e pós-doutor em Filosofia da Educação na Unicamp (2011). Sou pesquisador e professor DE na Universidade Federal do Paraná, lotado no Centro de Estudos do Mar, onde atuo como docente nas licenciaturas e desenvolvo pesquisa vinculada à fenomenologia referenciada em Goethe, como referencial teórico para a Pedagogia da Pachamama como abordagem Anti Colonial de Emancipação. Atuo como docente, sempre em sala de aula desde 1969, há 48 anos ininterruptos sendo 23 anos, como professor de ciências no ensino fundamental, e 27 anos no ensino superior. Da vivência junto ao ensino fundamental como resultado de pesquisa desenvolvida durante 15 anos, foi gerada a coleção com oito livros didáticos para o ensino de Ciências no Ensino Fundamental, com importantes avanços metodológicos, cognitivos e pedagógico-didáticos. De 1989 a 2000 atuei junto à Universidade São Francisco onde coordenei programa de pesquisa, que resultou na proposta educacional de Educação Superior Baseada em Problemas, aplicada nos cursos de Medicina, Direito e Engenharia Civil. De 2000 até 2007 o foco de pesquisa e estudo, foi a Pedagogia Freiriana com ênfase na Educação Ambiental e na Ecopedagogia. A partir de 2008, essa abordagem passou a ser referenciada como Educação do Bem Viver. Em 2010 a pesquisa se ampliou com o propósito de compreender a interação teórica existente entre Luckács e Freire na perspectiva da Ontologia do Ser Social e da Libertação e Autonomia, para compreender a complexidade inerente à vida planetária. O conjunto produzido até então, caracterizado como abordagem de Educação e Pedagogia Anticolonial, sustentou o desafio de estudar, a partir de 2010, a planetarização a partir de conhecimentos originários com estudo focado na cosmovisão de povos originários. Como decorrência tratamos da revitalização da língua e da cultura do povo Xokleng/Laklãnõ de Santa Catarina por meio da educação escolar, em programa financiado pela CAPES e desenvolvemos processo investigativo junto a povos originários andinos com ênfase nos Gambianos e Pasto da Colômbia e Q?eros do Peru. Esse processo se desenvolveu como interação internacional contando com a parceria das Universidades Colombianas de Cauca e de Nariño (Pasto) ainda ativas. Em 2011 teve início a parceria investigativa com a Alanus Universität na Alemanha, para o desenvolvimento de interação da Pedagogia Freiriana com os postulados de Rudolf Steiner (Pedagogia Waldorf). Essa parceria culminou com o foco investigativo atual, que tem a Fenomenologia de Goethe, como referencial na organização e desenvolvimento metodológico de pesquisa científica em educação. Atualmente o foco das pesquisas se caracteriza como Educação da Emancipação, a qual se ampara na Fenomenologia de Goethe, na Pedagogia Freiriana, nos saberes originários que sustentam o Bem Viver e nos referenciais que têm a Emancipação Humana como foco na perspectiva Anti Colonial, que tem como meta desenvolver o que caracterizamos como Pedagogia da Pachamama. Essa pedagogia propõe educação com matriz fenomenológica goethiana, como processo inter e transdisciplinar.

Ver Currículum Vitae da Plataforma Lattes.

 

      

 

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